domingo, 24 de setembro de 2017


A tecnologia como aliada no combate ao bullying na escola

A criação de uma campanha com fotos, música e até um remédio fictício ajudaram a conscientizar os alunos
Salvar
Por: Débora Garofalo
Alunos apresentam campanha contra o bullying (Débora Garofalo)
A questão surgiu rapidamente, já no início do ano letivo. Logo na primeira reunião de Pais e Mestres da escola em que leciono, algumas famílias levantaram a questão do bullyingQueixavam-se que alguns alunos não queriam retornar à escola, que outros recebiam apelidos caracterizados pela aparência física e que, em alguns casos, os estudantes sofriam perseguições e intimidações.
Desse modo, minha primeira ação foi frequentar o intervalo dos estudantes para observar suas ações. Lá pude entender como o ato ocorria e que necessitava ser esclarecido, inserido e discutido nas aulas. Montei uma sequência didática, usando as tecnologias como estratégia, para trabalhar com o tema, contemplando todas as turmas que leciono do 1º ao 9º ano. Abaixo o desenvolvimento do trabalho:
Inicialmente, expliquei o que era o bullying e apresentei o curta de animação “Que papo é esse: bullying” (ver abaixo), produzido pela Fundação São Pedro e Prefeitura de São Paulo, que retrata o assunto de uma forma simples, pontuando suas causas e consequências. No final, tivemos uma conversa aberta e franca, criando um momento de diálogo para que os estudantes pudessem falar abertamente sobre o assunto. Muitos choraram, relatando os casos ocorridos e pude constatar que a maioria que realizava o bullying também já o tinha sofrido.
Depois, nos aprofundamos na discussão e, com o apoio da internet, fomos pesquisar a fundo sobre o caso. No final da pesquisa, retornei o problema a eles com um questionamento: agora que conhecemos sobre o assunto, suas causas e consequências, quais ações podemos realizar na escola para combater o bullying? Dessa indagação saíram quatro ações:
1) Campanha "Diga não ao Bullying"
Os estudantes decidiram tirar fotos em preto e branco, com o uso de celulares, com a expressão séria, segurando palavras de incentivo ao combate, utilizando hashtags. Esse material foi divulgado nos canais da escola e também nas redes sociais. Nesse momento, exploramos também o cyberbullyingviolência praticada contra alguém por meio da internet ou de outras tecnologias e que também era praticada pelos alunos.
Crédito: Débora Garofalo
2) Produção de músicas sobre o tema
A escrita da música foi realizada coletivamente pelos estudantes, onde escolheram o ritmo. Com o auxilio do software livre Audacity (editor de som), gravamos e remixamos as produções. As músicas foram apresentadas durante os intervalos, e de tão empolgante, era possível ouvir os estudantes cantarolando o refrão.
Crédito: Débora Garofalo
3) Produção de remédio
Para erradicar o bullying na escola, os alunos decidiram que era necessário criar um remédio. Durante o planejamento, encontramos o trabalho da professora Deyse da Silva Sobrinho, professora de Informática Educativa da EMEF José Bonifácio, em São Paulo, que havia desenvolvido o projeto Bullying, Respeite as Diferenças” com seus alunos.
Deyse contou que o projeto nasceu para salvaguardar e recuperar a dignidade de alguns estudantes, que estavam precisando de apoio e voz. O trabalho conceituou o bullying e suas consequências - para quem pratica e quem sofre - e, após uma enquete anônima, foi levantado que o assunto precisava de uma ação. Assim surgiu o "Siticol, antibullying ativus", um remédio fictício, sem contraindicações, com bula reflexiva, criada pelos alunos. Esse projeto foi vencedor de alguns prêmios, como o 5º Premio Professores do Brasil, 2º lugar no Premio Paulo Freire e 1º lugar no Premio Jardim da Educação.
Inspirado no trabalho da professora Deyse, desenvolvemos o genérico do Siticol, batizado de Precomol, o anti-inflamatório contra o preconceito. A pílula era confete de chocolate e a bula consistia em mensagens positivas para combater o bullying, denunciando qualquer forma de agressão. Assim, convidamos toda a comunidade escolar a conhecer as ações realizadas e receber o remédio.
Crédito: Débora Garofalo
4) Comissão de Alunos
Elegemos uma comissão de cincos alunos que ficaram responsáveis por conversar e observar os demais, mediando e resolvendo os possíveis casos de bullying. A cada três meses mudamos o grupo com nova eleição. Dar a oportunidade para responsabilizar os discentes foi fundamental para diminuir os casos e incidentes na escola.
As tecnologias foram importantes aliadas para desenvolver a oralidade, leitura e escrita, contribuindo para fortalecer o debate permanente sobre o tema, ao desenvolver habilidades e competências discursivas, utilizando a Língua Portuguesa no exercício social e de cidadania. Ela também também envolveu os alunos em uma prática pedagógica relevante, onde foi possível mobilizá-los e conscientizá-los, fazendo-os rever práticas e comportamentos.
Houve uma mudança significativa nas turmas após as ações. Os alunos se conscientizaram sobre o tema, atendendo e superando as minhas expectativas com o trabalho. Os jovens reconheceram a importância em se falar sobre o assunto e, durante as atividades, tomaram consciência de que discriminar a diversidade dos povos e de pessoas é uma atitude errônea. Foi o primeiro passo para o olhar critico sobre suas atitudes cotidianas, com vivências significativas que promoveram a aprendizagem e permitiram mudanças na comunidade escolar.
As possibilidades de trabalhar com esse tema em sala de aula são ilimitadas. Agora quero saber de você. Como estão abordando o bullying em suas escolas? Compartilhem conosco nos comentários para que possamos aprender e se inspirar com o trabalho de vocês!

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Uso de tecnologia por crianças: benefício ou perda da infância?

Foto: Bigstock

Uma pesquisa realizada pela AVG Technologies com famílias de todo o mundo mostrou que 66% das crianças entre 3 e 5 anos de idade conseguia usar jogos de computador, mas apenas 14% era capaz de amarrar os sapatos sozinha.

Num mundo cada vez mais marcado pela tecnologia, é fácil encontrar crianças que ainda não sabem nem amarrar os sapatos navegando na internet e usando smartphones ou tablets. Mas será que essa inserção tão precoce no mundo da tecnologia é benéfica para os pequenos?
Uma pesquisa realizada pela AVG Technologies no ano passado com famílias de todo o mundo mostrou que 66% das crianças entre 3 e 5 anos de idade conseguia usar jogos de computador, 47% sabia como usar um smartphone, mas apenas 14% era capaz de amarrar os sapatos sozinha. No caso das crianças brasileiras, o levantamento apontou que 97% das crianças entre 6 e 9 usam a internet e 54% têm perfil no Facebook.
Embora ainda não haja consenso entre os especialistas, muitos apontam consequências sombrias do contato excessivo das crianças com as novas tecnologias. A terapeuta canadense Cris Rowan, por exemplo, defende que o uso de tecnologia por menores de 12 anos é prejudicial ao desenvolvimento e aprendizado infantis.
Foto: Bigstock
Foto: Bigstock
Superexposição
Segundo ela, a superexposição da criança a celulares, internet, iPad e televisão está relacionada ao déficit de atenção, atrasos cognitivos, dificuldades de aprendizagem, impulsividade e problemas em lidar com sentimentos como a raiva. Outros problemas comuns seriam a obesidade (porque a criança passa a fazer menos atividade física), privação de sono (quando as crianças usam as tecnologias dentro do quarto) e o risco de dependência por tecnologia.
Por causa desses riscos, no ano passado a Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Canadense de Pediatria recomendaram limites para a exposição das crianças a todo tipo de mídia (televisão, games, internet, smartphones etc.). Para as entidades, o ideal é que apenas depois dos 2 anos de idade as crianças comecem a ter contato com esses aparelhos e por tempo limitado. Até os 5 anos, as crianças só deveriam ficar no máximo 1 hora diante das telas. O tempo aumenta para 2 horas para crianças de 6 a 12 anos e para 3 horas a partir dos 13 anos.
Mas, mesmo com tantas recomendações, muitos pais parecem não se preocupar com o assunto. Sob a justificativa de que hoje é importante saber trabalhar com as novas tecnologias desde cedo ou simplesmente para evitar aborrecimentos, os pais acabam deixando as crianças livres para usar os equipamentos da forma como quiserem, o que pode causar problemas não só aos pequenos, mas para toda a família.
“Nós precisamos encontrar uma maneira de educar os pais de hoje, e também os futuros pais, sobre prejuízos e benefícios das mídias eletrônicas e ajudá-los a fazer escolhas positivas para seus filhos”, alerta Susan Linn, escritora e cofundadora da organização americana Coalizão pelo Fim da Exploração Comercial Infantil.


Se há alguns anos as crianças sonhavam em ganhar bicicletas ou vídeo games, hoje o objeto de desejo são os smartphones, que, além de servirem como celular, oferecem acesso a internet, jogos, troca de mensagens e muitas outras funcionalidades. Mas por mais que os pequenos insistam, nem sempre é recomendável ceder.
A Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Canadense de Pediatria recomendam que apenas a partir dos 13 anos as crianças tenham acesso a dispositivos móveis, como tablets e smartphones. E, mesmo assim, devem ser orientadas a usar de forma adequada o aparelho. Desligá-lo durante as aulas ou refeições, por exemplo, é uma prática que deveria ser universal, mas raramente é cumprida pelos adolescentes.
Os pais precisam avaliar se há necessidade de a criança ter um smartphone. Para crianças que começam a sair de casa sozinhas, o smartphone se torna uma ferramenta de comunicação importante, inclusive para os pais. Por outro lado, não parece razoável que crianças com 5 anos de idade já tenham o aparelho.
Para mais informações acesse:

quarta-feira, 20 de setembro de 2017



Professor: como tornar mais dinâmicas suas aulas para a Educação Infantil

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Fonte: Shutterstock
Fonte: Shutterstock

Muito mais do que apenas brincadeiras, a pré-escola representa um passo muito importante na vida dos estudantes. Trata-se do primeiro contato com o ambiente escolar, o início da socialização das crianças e, também, as etapas básicas da construção do aprendizado. Por isso, é fundamental que essa fase seja construtiva, o que só poderá ocorrer com a participação ativa dos professores. Pensando nisso, a Universia Brasil preparou algumas dicas para ajudar os professores que educam os alunos dessa faixa de idade tão especial. Confira:

1 – Continue atualizado
Por mais que a Educação Infantil não lide com disciplinas como Português e Matemática, é preciso continuar estudando sobre a área da pedagogia para conhecer as novas técnicas de ensino para os alunos. Procure ler as obras de teóricos importantes como Paulo Freire e, porque não voltar a estudar? Invista em cursos, como a pós-graduação. Caso você esteja sem tempo, cursos online podem ser uma ótima opção. Alguns, inclusive, também são gratuitos.
2 – Aproveite a tecnologia
Atualmente, com o avanço de tablets e smartphones, as crianças estão em contato com a tecnologia cada vez mais cedo. Sendo assim, é importante que a sala de aula e os professores acompanhem esse processo. É preciso conhecer as ferramentas necessárias, como aplicativos, jogos e vídeos que estimulam o raciocínio lógico de maneira lúdica.

3 - Estimule a interação na sala

Como dissemos, a pré-escola é o primeiro espaço de socialização da criança, que até então esteve acostumada apenas ao ambiente familiar. É importante criar uma atmosfera amigável, em que os alunos se sintam à vontade para se expressar, brincar, aprender e, o mais importante, interagir uns com os outros.

4 – Incentivar o bom comportamento em sala

Lembre-se que mesmo sendo muito pequenos eles já conseguem assimilar noções de ordem e disciplina, portanto, é interessante já começar o trabalho de conscientização em relação ao bom comportamento. Insira algumas regras logo nos primeiros dias e trabalhe valorizar os bons exemplos dentro de sala. Também é importante estabelecer uma parceria com os pais para que os conceitos de disciplina que forem aplicados na escola se reflitam em casa e vice-versa.

5 – Torne a aula divertida

Os jogos e brincadeiras têm um papel muito importante na forma psico-social das crianças, portanto, é necessário incentivar o aprendizado de maneira divertida. Uma das ideias é criar projetos, por exemplo, um mural de desenhos, em que eles possam retratar algo que tenham aprendido. Dessa forma é possível unir aprendizado e o universo lúdico, gerando uma boa experiência para as crianças.

          Atividades lúdicas para Deficientes Visuais 

        Como a falta de informação visual restringe o conhecimento em relação ao ambiente, é necessário incentivar nessas crianças o comportamento exploratório, a observação e a experimentação para que elas possam ter uma percepção mais ampla do que acontece a sua volta. Elas precisam manipular e explorar os objetos para conhecer suas características, fazer uma análise detalhada das partes e tirar conclusões.
        Mas a falta da visão não interfere na capacidade intelectual e cognitiva das crianças cegas. Elas têm o mesmo potencial de aprendizagem e podem demonstrar um desempenho escolar equivalente ou superior ao dos alunos que enxergam, mas isso se tiverem as condições e recursos adequados. No entanto, elas podem ser mais lentas na realização de algumas atividades, pois a percepção tátil demanda mais tempo para ser analisada e compreendida do que a visual.
      Os deficientes visuais têm a mesma vontade de aprender que as outras crianças, a mesma curiosidade e as mesmas necessidades de carinho, proteção, recreação e convívio social para se desenvolverem de forma harmoniosa intelectual e emocionalmente.
        Eles também têm os mesmos direitos e deveres dos outros alunos, mas só podem ter oportunidades iguais se suas diferenças forem respeitadas. É importante também que na relação com eles se evite a fragilização e superproteção, e que se combata as atitudes discriminatórias.
         Mais uma vez, os jogos se apresentam como uma ferramenta útil para que deficientes visuais tenham a mesma oportunidade de aprendizado que as outras crianças. Devemos sempre lembrar que, ao brincar, a criança desenvolve os sentidos, relaciona-se com o outro, e se torna mais ativa e curiosa.
         No material de apoio “Brincar para Todos'',  desenvolvido pelo Ministério da educação, existem orientações e dicas de brinquedos e atividades lúdicas para crianças com deficiência visual, alertando para a importância de cada brinquedo na promoção do desenvolvimento infantil.
Exemplos de atividades: 
-Horabraille-Frutíferas -Como gente grande

Comunicação

Na interação com os deficientes visuais, os pais, amigos e professores precisam criar o hábito de evitar a comunicação gestual e visual. Para motivar a aprendizagem os professores devem ter o cuidado de nomear, explicar e descrever, de forma precisa e objetiva, as cenas, imagens e situações que dependem de visualização. As referências em termos de localização espacial devem ser faladas, e não apontadas com gestos e expressões do tipo aqui, lá, ali, que devem ser substituídas por direita, esquerda, tendo como referência a posição do aluno.
        Para mais informações acesse: 


https://pt.slideshare.net/pattysantana33/uso-de-recursos-tecnolgicos-na-educaohttps://pt.slideshare.net/pattysantana33/uso-de-recursos-tecnolgicos-na-educao

Atividades lúdicas auxiliam na Psicomotricidade

A psicomotricidade, palavra que muitas pessoas ficam em dúvida ao conceituá-la, está ligada à coordenação motora. Toda essa articulação é responsável pelos movimentos que todos nós aplicamos às funções do corpo no dia a dia. Na infância, sobretudo, ela é de grande importância, pois durante o desenvolvimento do corpo, as crianças podem aprimorar a psicomotricidade.
No entanto, todo esse incentivo pode e deve vir de atividades que estimulem tanto a coordenação motora grossa quanto a coordenação motora fina. O papel da escola e da família exerce uma profunda influência, pois a todo minuto os pequenos precisam se movimentar.
As atividades lúdicas, para que fiquem mais interativas, precisam contar com mais gente a fim que a criança goste daquilo que esteja fazendo.

Ganhos para o cérebro

Além de fazer bem para a psicomotricidade, tais atividades podem significar um ganho imensurável para o cérebro. Uma criança que pratica essas brincadeiras tende a fortalecer sua percepção das coisas que estão ao redor.
Quanto à coordenação do corpo, existem muitas brincadeiras e atividades que podem ser feitas logo depois que você ler este artigo. Veja quais são eles e prepare as crianças para se exercitar.

Para o desenvolvimento da coordenação motora grossa

– Pular corda: os movimentos feitos durante essa brincadeira extremamente prazerosa é responsável por estimular a coordenação motora grossa. Como todos sabem, os braços, as pernas e os pés são os maiores beneficiados.
– Jogar bola: nada mais gostoso que estimular a prática de atividades físicas por meio de brincadeiras que fazem parte da infância de muita gente. O ato de jogar bola influencia o desenvolvimento dos músculos e, praticamente, do corpo inteiro. Um bem enorme na vida de uma criança.
Esta atividade não se restringe somente ao futebol, mas é extensiva às demais brincadeiras que envolvem a bola. O simples lançamento de um lado para o outro constitui um exercício bastante rico para a coordenação motora.
– Jogar bexiga ou bola para o alto: a atividade de agora envolve muita agilidade, pois a criança não pode deixar o objeto cair no chão. Isso estimula seus braços e suas pernas.
Para o desenvolvimento da coordenação motora fina
– Massinhas: o ato de brincar com massinhas é um ótimo estimulante dos movimentos da coordenação fina. Amassar esse objeto é uma forma lúdica de trabalhar os músculos das mãos.
– Brincar de bolinha de gude: embora essa brincadeira não esteja tão presente na vida das crianças de hoje, nunca é tarde para apresentar a elas quão legal pode ser. Além disso, a bolinha de gude é excelente para exercitar os movimentos dos dedos.
– Colorir: crianças adoram colorir, e esta atividade é bastante rica no desenvolvimento da coordenação motora fina. Uma folha de papel e uma caixa de lápis de cor são incentivos fortes para que os pequenos trabalhem os movimentos dos pequenos músculos das mãos.
Como vocês puderam ver, uma atividade despretensiosa representa muito para a coordenação das crianças. Seja em casa ou na escola, pais e professores têm uma responsabilidade considerável nessa missão.

http://educacaopublica.cederj.edu.br/revista/artigos/desafios-na-escolarizacao-da-crianca-com-necessidades-educativas-especiais

Até que ponto a tecnologia faz mal na infância?


Queimada, bets, futebol, amarelinha, pega-pega, esconde-esconde, polícia e ladrão. Praticamente todas essas brincadeiras fizeram parte da infância de diversas pessoas e são boas lembranças de uma época quando a maior preocupação era fazer a tarefa da escola.  
Hoje, muitas delas ainda estão presentes no dia a dia de várias crianças, mas algo mudou. Se antes grande parte dos pequenos passava o dia brincando na rua com os amigos, hoje é cada vez mais comum vermos crianças dentro de casa a maior parte do tempo. Tal realidade foi acarretada por diversos fatores ao longo dos anos — como o quesito “segurança”, especialmente em cidades grandes. Mas a tecnologia também tem um dedo nessa história.

Agora, a televisão, o video game de última geração e o computador são outros bons motivos que fazem com que as crianças saiam ainda menos de casa — afinal, a diversão encontra-se logo ali, no conforto e na segurança do quarto ou da sala de estar. Por causa disso, diversos estudos foram e continuam sendo desenvolvidos a fim de responder a (polêmica) questão: afinal, a tecnologia faz mal às crianças?

Trocando o lápis pelo teclado
As crianças da geração atual (ou Z, com datas de aniversário a partir da segunda metade da década de 90) nasceram na era dos computadores, tablets, smartphones e, principalmente, da internet — algo com que as pessoas da geração anterior só puderam ter um contato maior no início da adolescência. O primeiro efeito disso, todo mundo sabe: essas crianças possuem uma maior facilidade e um rápido aprendizado quanto ao uso das tecnologias. 
Outra consequência desse contato “precoce” com computadores é a utilização do teclado antes mesmo do lápis pelas crianças — já que, hoje, é cada vez mais comum vermos os pequenos aprendendo a escrever o nome primeiramente pelas teclas do desktop ou notebook dos pais do que a partir de um livro de caligrafia.

Já um pouco maiores, perto do período da adolescência, as pessoas da geração Z também entram no mundo das trocas de mensagens instantâneas na internet e pelo celular. Nesses meios de comunicação, o uso de gírias e termos específicos é cada vez maior — grande parte não segue nenhuma regra gramatical tradicional. 

Analisando esse quadro, alguns pesquisadores começaram a se questionar se tal realidade estaria fazendo com que as crianças de hoje escrevam pior do que as de outras gerações. O que eles encontraram, na verdade, foi algo bastante positivo.

Revolução literária

Como em todos os estudos, sempre são encontrados os lados negativos e positivos de cada questão analisada. No caso da escrita por parte das crianças que cresceram com computadores, algumas pesquisas apontam que a nova geração estaria se encaminhando, na verdade, para uma revolução literária que não é vista desde a civilização grega. 

Isso aconteceria devido ao fato de que, como os computadores, tablets e smartphones estão sempre por perto no dia a dia, as pessoas estariam escrevendo constantemente — já que a maior parte da comunicação por esses meios envolve a escrita.

Além disso, no passado, fora da escola (e mesmo em certas profissões), algumas pessoas não escreviam quase nada por dia. 

Influência na vida social e na saúde


Mesmo possuindo muitos pontos positivos no aprendizado das crianças (inclusive no desenvolvimento de habilidades cognitivas), ainda é um pouco polêmica a questão da influência da tecnologia na vida social da geração Z.
Afinal, muitos acabam “trocando” os amigos “reais” pelos “virtuais” e optam por se divertir com jogos de computadores e video games em vez de brincadeiras físicas — que envolvem exercícios como correr e pular, por exemplo. Além disso, ainda existe a eterna polêmica quanto à influência de games de violência na formação das crianças, que crescem em constante contato com esses estilos de jogos.
E você, o que acha dessas pesquisas? A tecnologia realmente influencia positivamente no aprendizado, mas negativamente em questões sociais e na saúde das crianças?

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

http://umolharcuriosodosfuturospedagogos.blogspot.com.br/2012/12/pedagogia-da-automia-texto-critico.html?m=1

Atividades de leitura infantil para utilizar em casa e na escola

Olá,
A leitura é o alicerce para construir um futuro melhor e para aumentar o desenvolvimento pessoal e profissional da criança no futuro. Hoje, mais do que nunca, a leitura deve ser incentivada, já que a tecnologia está aos poucos substituindo as atividades de leitura.
Hoje é muito simples fazer uma rápida pesquisa na internet e encontrar tudo o que precisa. A leitura estimula a criatividade, favorece o aprendizado, aprimora o vocabulário, desenvolve a interpretação textual e dinamiza o raciocínio.
Mas não basta somente o professor ensinar a importância da leitura em sala de aula. Os pais também podem desenvolver atividades de leitura em casa para estimular a criatividade, imaginação e criar o hábito de leitura nas crianças.
Hoje falaremos mais sobre como incentivar as crianças a ter o hábito de leitura e você conhecerá quais as melhores atividades de leitura para aplicar em casa ou na escola. Confira!

7 Dicas para incentivar a leitura nas crianças

leitura-infantil

1 – Comece desde cedo

É importante mostrar à criança como os livros podem ajudá-la a desenvolver a imaginação e criatividade. As crianças devem ter contato desde cedo com os livros. Os bebês precisam tocar, visualizar as cores e sentir as texturas.
Várias editoras estão investindo em livros para bebês, que contêm efeitos sonoros, alto relevo, com bonecos, com fantoches coloridos e muitos outros elementos atrativos para as crianças.

2 – Dê o exemplo

É muito mais fácil uma criança começar a se interessar por leitura quando os pais também se interessam. Os pais precisam dar exemplos, e as crianças os seguem.
Os pais precisam começar a incentivar as crianças, contando histórias, lendo para a criança e explicando a história.  Desta forma, a criança perceberá o interesse dos pais pela leitura e ficará mais fácil desenvolver este hábito.

3 – Atração pelas gravuras

Para iniciar o hábito da leitura, é importante que você ofereça às crianças menores, livros que contenham mais gravuras do que escrita. Isso vai aumentar o interesse delas por livros e aos poucos pode ir aumentando a quantidade de escrita.

4 – Conte histórias

Os pais precisam reviver aquele hábito antigo de contar histórias para as crianças na hora de dormir. Isso aumenta incrivelmente seu desenvolvimento criativo, além de aumentar também a curiosidade da criança por histórias.
Ler em voz alta para a criança, também ajuda a criança compreender melhor as histórias, aprender novos vocabulários e aumentar a compreensão de fonética. É mais uma forma de os pais participarem desta fase tão importante de alfabetização.

5 – Biblioteca

Tem uma biblioteca próxima a sua casa? Então leve seu filho com frequência e deixe-o escolher os livros que mais lhe chamam a atenção. Não há idade para visitar a biblioteca, portanto, quanto antes a criança tiver este contato mais fácil para desenvolver o hábito da leitura.

6 – Apresente vários gêneros literários

Após a criança já estar familiarizada com os livros e estar começando a desenvolver o hábito da leitura, é importante que os pais ou os professores apresentem vários gêneros literários. Assim, a criança poderá se identificar melhor com seu estilo e aumentar ainda mais o interesse pela leitura.

7 – Tenha um dicionário infantil

A partir do momento em que a criança tem um contato maior com o vocabulário, sempre existirá dúvidas, e você precisa estar preparado para saná-las. Os dicionários infantis trazem muitas figuras e cores que remetem aos significados, facilitando muito a compreensão da criança.
Desta maneira, sempre que a criança tiver alguma dúvida sobre significados, é importante ensiná-la a procurar sozinha ou fazer isso juntos.

8 Atividades de leitura importantes para as crianças

1 – Leitura em conjunto

Seja na escola ou em casa, os pais podem sentar-se em uma mesa e cada um ler uma parte do livro. Na escola, os professores podem fazer uma dinâmica muito interessante, reunindo todos os alunos e desenvolvendo a leitura em conjunto. Essa prática irá desenvolver rapidamente o raciocínio e a habilidade com as palavras.

2 – Culinária

A culinária é uma maneira bem divertida de praticar a leitura e mostrar para a criança a importância da leitura. Em casa mesmo, os pais podem se reunir para fazer um prato favorito da criança e deixá-la praticar a leitura. É uma das atividades de leitura mais apreciadas pelas crianças.

3 – Troca de livros com amigos

Estimular a curiosidade pela diversidade de temas e gêneros é importante para desenvolver a leitura nas crianças. E uma forma prática de fazer isso é estimular a troca de livros entre amigos, colegas de escola, vizinhos, etc.
A troca de experiências é incrível e a criança pode se aventurar em um mundo de imaginação diferente.

4 – Criar a sua própria história

Que tal incentivar a criança a criar sua própria história? Dê um livro à ela, lápis coloridos, giz de cera coloridos, canetas, blocos de folhas em branco, etc. Esta atividade de leitura pode ser feita em casa mesmo ou na escola, incentivando os alunos a criarem histórias em conjunto, depois apresentar para os colegas de classe.

5 – Cartões de letras

Esta é uma das atividades de leitura mais usadas no ensino primário. Os pais podem realizar esta atividade em casa também e juntos incentivar a criatividade da criança.
Basta construir vários cartões com todas as letras do alfabeto. Em sequência, pegue um objeto e deixe que a criança forme as palavras que dão significado ao objeto. É eficaz, divertido e prático.

6 – Ilustrando a história

Esta atividade consiste em o professor ou os pais lerem uma história do interesse da criança e em seguida pedir para que a criança crie uma capa para o livro ou ilustre a parte da história que mais gostou.
Pode incentivar a criação para qualquer gênero literário e em grupo, para que a criança aprenda a soltar a criatividade com outros colegas.
Veja algumas sugestões de livros infantis:

7 – Caminhada da leitura

É uma das atividades de leitura mais importantes e que fará muita diferença na vida da criança. Consiste em fazer uma longa caminhada com a criança por lugares estratégicos, que contenham cartazes, outdoors, placas, nomes de lojas, nomes das ruas, avenidas, etc.
Essa atividade mostrará à criança a grande importância de aprender a ler e desenvolver o hábito da leitura. Sempre reforce à ela essa importância para a vida, nessa atividade.

8 – Dia da parlenda

As parlendas sempre fizeram parte do desenvolvimento do aprendizado e alfabetização. São pequenos versinhos e poemas com temática infantil. São comumente recitados em brincadeiras infantis, fazendo com que as crianças associem a leitura com a diversão.
Os professores podem criar o dia da parlenda, reunindo todas as crianças e recitando os versinhos através de brincadeiras. Os pais também podem fazer isso em casa. Veja abaixo alguns tipos de parlendas para praticar com as crianças:
“Corre cotia, na casa da tia.
Corre cipó, na casa da vó.
Lencinho na mão, caiu no chão.
Moça bonita, do meu coração …
UM, Dois, Três! ”
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“Eu sou pequenino,
Do tamanho de um botão.
Carrego papai no bolso
E mamãe no coração. ”
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“Lá vai a bola, girar na roda,
Passear depressa e sem demora.
E se no fim, desta canção, você estiver
Com a bola na mão, depressa pule fora. ”
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“O macaco foi à feira
Não teve o que comprar
Comprou uma cadeira
Para o (nome da criança) se sentar
A cadeira esborrachou
Coitado do (nome da criança)
Foi parar no corredor. ”
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“Lá em cima do piano
Tem um copo de veneno
Quem bebeu morreu
O culpado não foi eu. ”
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“Dedo mindinho
Seu vizinho,
Maior de todos
Fura-bolos
E mata piolhos. ”
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“Tá com frio?
Toma banho no rio
Tá com calor?
Toma banho de regador. ”
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“A vovó Mariazinha
Fez xixi na panelinha
E falou para todo mundo
Que era caldo de galinha. ”
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“Chuva e sol
Casamento de espanhol
Sol e chuva
Casamento de viúva. ”
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“Fui à feira
Encontrei uma coruja
Pisei no rabo dela
E ela me chamou de cara suja. ”

Praticando a leitura para um futuro melhor

Ensinar leitura às crianças é um desafio muito grande para o professor e também para os pais. Desta maneira, quanto mais atrativa e divertida forem as histórias, mais interesse e curiosidade a criança terá, sendo mais fácil de adquirir o hábito da leitura quando crescer.
Os pais podem reforçar o aprendizado que a criança tem na escola e criar uma rotina de estudos em casa também. A leitura é fonte de alfabetização, através dela as crianças poderão se transformar em adultos criativos e cheios de ideias para um mundo melhor.
Esperamos ter lhe ajudado com estas dicas de atividades de leitura infantil. Pratique todas elas em casa com seus filhos ou na escola com seus alunos, e se tiver alguma dúvida, pode deixar abaixo nos comentários!
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