quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Uso de tecnologia por crianças: benefício ou perda da infância?

Foto: Bigstock

Uma pesquisa realizada pela AVG Technologies com famílias de todo o mundo mostrou que 66% das crianças entre 3 e 5 anos de idade conseguia usar jogos de computador, mas apenas 14% era capaz de amarrar os sapatos sozinha.

Num mundo cada vez mais marcado pela tecnologia, é fácil encontrar crianças que ainda não sabem nem amarrar os sapatos navegando na internet e usando smartphones ou tablets. Mas será que essa inserção tão precoce no mundo da tecnologia é benéfica para os pequenos?
Uma pesquisa realizada pela AVG Technologies no ano passado com famílias de todo o mundo mostrou que 66% das crianças entre 3 e 5 anos de idade conseguia usar jogos de computador, 47% sabia como usar um smartphone, mas apenas 14% era capaz de amarrar os sapatos sozinha. No caso das crianças brasileiras, o levantamento apontou que 97% das crianças entre 6 e 9 usam a internet e 54% têm perfil no Facebook.
Embora ainda não haja consenso entre os especialistas, muitos apontam consequências sombrias do contato excessivo das crianças com as novas tecnologias. A terapeuta canadense Cris Rowan, por exemplo, defende que o uso de tecnologia por menores de 12 anos é prejudicial ao desenvolvimento e aprendizado infantis.
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Superexposição
Segundo ela, a superexposição da criança a celulares, internet, iPad e televisão está relacionada ao déficit de atenção, atrasos cognitivos, dificuldades de aprendizagem, impulsividade e problemas em lidar com sentimentos como a raiva. Outros problemas comuns seriam a obesidade (porque a criança passa a fazer menos atividade física), privação de sono (quando as crianças usam as tecnologias dentro do quarto) e o risco de dependência por tecnologia.
Por causa desses riscos, no ano passado a Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Canadense de Pediatria recomendaram limites para a exposição das crianças a todo tipo de mídia (televisão, games, internet, smartphones etc.). Para as entidades, o ideal é que apenas depois dos 2 anos de idade as crianças comecem a ter contato com esses aparelhos e por tempo limitado. Até os 5 anos, as crianças só deveriam ficar no máximo 1 hora diante das telas. O tempo aumenta para 2 horas para crianças de 6 a 12 anos e para 3 horas a partir dos 13 anos.
Mas, mesmo com tantas recomendações, muitos pais parecem não se preocupar com o assunto. Sob a justificativa de que hoje é importante saber trabalhar com as novas tecnologias desde cedo ou simplesmente para evitar aborrecimentos, os pais acabam deixando as crianças livres para usar os equipamentos da forma como quiserem, o que pode causar problemas não só aos pequenos, mas para toda a família.
“Nós precisamos encontrar uma maneira de educar os pais de hoje, e também os futuros pais, sobre prejuízos e benefícios das mídias eletrônicas e ajudá-los a fazer escolhas positivas para seus filhos”, alerta Susan Linn, escritora e cofundadora da organização americana Coalizão pelo Fim da Exploração Comercial Infantil.


Se há alguns anos as crianças sonhavam em ganhar bicicletas ou vídeo games, hoje o objeto de desejo são os smartphones, que, além de servirem como celular, oferecem acesso a internet, jogos, troca de mensagens e muitas outras funcionalidades. Mas por mais que os pequenos insistam, nem sempre é recomendável ceder.
A Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Canadense de Pediatria recomendam que apenas a partir dos 13 anos as crianças tenham acesso a dispositivos móveis, como tablets e smartphones. E, mesmo assim, devem ser orientadas a usar de forma adequada o aparelho. Desligá-lo durante as aulas ou refeições, por exemplo, é uma prática que deveria ser universal, mas raramente é cumprida pelos adolescentes.
Os pais precisam avaliar se há necessidade de a criança ter um smartphone. Para crianças que começam a sair de casa sozinhas, o smartphone se torna uma ferramenta de comunicação importante, inclusive para os pais. Por outro lado, não parece razoável que crianças com 5 anos de idade já tenham o aparelho.
Para mais informações acesse:

10 comentários:

  1. Quem na verdade quem precisa ser educado somos nós PAIS, não podemos ceder aos nossos filhos e devemos privá-los de problemas futuros. Porque para não vermos birras e pirracinhas deixamos eles expostos as tecnologias de forma excessiva.

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  2. Eu não concordo com os pais que dão celulares para as crianças, pois além de correrem o risco de serem assaltadas também atrapalha muito no seu desenvolvimento , as crianças estão deixando de brincar com brincadeiras saudavéis para ficar paradas mexendo no celular.

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  3. Não acho conveniente que uma criança de 5 anos de idade tenha aparelhos celulares,muitas crianças estão perdendo sua infância não brincam mais como deveriam brincar.

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  4. É preciso que tenha muito cuidado com essas exposição, pois elas recebem mais informações do que estão preparados pra absorver... Cabe aos pais e responsáveis o controle disso

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  5. Quando se trata do uso de tecnologias por parte das crianças o essencial é o equilíbrio e o controle. Os pais ou adultos responsáveis devem sempre monitorar quanto tempo as crianças passam em frente as telas (o texto explica muito bem o tempo ideal para cada faixa etária) oferecendo outras opções de atividades e entretenimento quando o tempo excede o ideal. Outro ponto importante é que os pais observem atentamente o que seus filhos fazem em rede, pois o ambiente virtual pode ser tão perigoso, ou até mais, que as ruas.

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  6. O celular não foi feito para crianças nem tablet etc então os pais teria que ter mais cautela antes de pensar de dar uma presente para seus filhos.

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  7. O celular não foi feito para crianças nem tablet etc então os pais teria que ter mais cautela antes de pensar de dar uma presente para seus filhos.

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  8. Depende muito do grau de uso. A tecnologia hoje já faz parte da vida de todo mundo, até dos analfabetos digitais. Assim, as crianças não estão livres disso. Os pais é que devem saber dosar o tempo que os pequenos passam diante das telas a fim de mostrarem a eles que existe muita vida além do mundo virtual!

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  9. Acredito que seja de grande importância, mas tem que saber ser usada, que tenha significado, que passe conhecimento.

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  10. Concordo em tudo! Ainda não tenho filhos, mas vejo as crianças hoje em dia nos tablets e smartphones e tenho "pena", pra mim, eles estão perdendo o precioso tempo que temos na infância.

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